quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Minha Arvore Sublime

Sentava todos os dias de baixo de uma arvore para tomar um gole de sua sombra e respirar o seu frescor. Sempre me chamava a atenção algumas flores cheias de cores belas, tão formosas, destoante da maioria que eram todas verde e simples. Passava quase todo o tempo olhando-as, admirando-as, pensando: 
- como podem ser tão lindas? Como podem ter um desenho tão magnifico? Aquela beleza me deixava besta um bobo completo!

Um certo dia, uma dessas flores caiu na minha cabeça me deixando ainda mais fascinado,  levei-a comigo e coloquei ela em um lugar que poderia ver todos os dias... Fazendo isso pontualmente! Em poucos dias ela murchou, ficou tão normal que passei semanas sem olhar para ela, até que me desfiz.

Logo depois, fui novamente admirar as belas flores. E então lembrei da que caiu na minha cabeça tentando imaginar como faria para pegar outra e ela continuar tão bela como na arvore:
 - Como na arvore pensei! Comecei a olhar não só as flores mas também a arvore, descobrindo-a ainda mais bela, ficava imaginando a raiz debaixo da terra, o caule, os galhos até chegar as flores; fiquei ainda mais admirado, fascinado, passei a amar aquela arvore profundamente, passava horas fitando cada pequeno detalhe dela.

Decidi então plantar uma muda daquela arvore, agora todos os dias acordo abro a janela e a vejo, a sinto, sinto seu cheiro, a toco, nos tornamos um. Tão mais linda no completo que agora as flores tão belas, são só um lindo complemento para a magnitude formidável da minha arvore sublime..

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Final de Semana

Dias finais despertador do ser nós
onde o tempo doa sua joia aos pobres
onde o tempo matuto liberta o fomento
ócio, corpo e mente em uma só alma.

Dias finais desatador de cativeiros

Dias finais inspirador dos instinto
Dias finais do nada ser produtivo
Dias finais onde somos donos do tempo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Respiro

O antes não inteiro
O fim não sabido
O barulho da desordem
O feliz ingênuo silêncio.

Simplória inquietude
Do apenas sobreviver
Um vem e vai de vida
Que passa sem perceber.

Loucura do meu querer
Cheira a doce trapaça
A vida inteira que traça
Despido do maestro agora

Simples momento ato
Do fato sabor de tudo
Comendo um frasco de ar
Alivia o stress do mundo.

Gotas que molham

Ao sair de casa tinha chuva
Avancei nela a andar malandro
Não me caiu uma aguá.

Sorri e fui avante no assovio
aprontava nas poças onde
ondas Hawaianas figuravam
e só formigas atuavam.

Confetes se espalham
vindo das cascatas calhas
colidi com o anti chuva
flutua, e depois mistura na chuva.

Vejo alguém de longe
alguém que fala avido
e finjo não ouvir
e sem poder mais fingir
finjo agora que foi calmo.

Só então eu percebo que
como os confetes era eu.
Deitado no chão batendo o pé
e de gotas estava todo molhado

Soneto da Arte de Viver

Voem brando respiradores, pássaros da Arte,
Filhos da felicidade, gurus das mentes perdidas.
Levem seus frutos raros na mãos estendidas
E semeiem alegria à que o mundo se farte,

Dizei-lhes que os olhos ainda nascem,
E em erupções de sorriso e alegria,
Que o ar que flui ainda na inércia
Se percebido, a inocência despertem.

Todas as feridas que esteve marcado
Cure, sem a mente arrancar a casca,
E o futuro seja alcançado e não tentado.

Feche os olhos, inspire, expire deixe leve,
sinta cada vão momento, veja, escute,
deixe sempre vencer a Jay Gurudev.


Soneto do sonho


Hoje sonhei que passei a ama-lo,
Foi lindo! Os seus braços macios,
Os pés descalços e plumas no solo,
Flutuávamos no nosso amor de devaneios,

Na entonação de nossos olhares intimista.
No beijo acordei em imenso remorso            
Querendo dormir, sonhar, ser idealista,   
Deixar esse sonho acabar eu não posso!

Dormir de coração apressado é improvável,
Dormir de corpo agora e mente em você,
É me separar da  alma, da minha sombra.

Lavantei e fui poetizar... e pintar seu rosto.
Não podia dormir na ansiedade quimera
Preferi viver de olhos fechado e fazer a obra




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Soneto do Amor em demasia


Aquela é a moça lembra? Que te contei certa vez,
Que passei a conhecer as duas faces do amor
Amando-a tanto, tanto... Que fez o amor se sobrepor,
Fez dos meus sentimentos uma cólera de insensatez

Primeiro estávamos plenos de mãos dadas um dia,
E em instantes eramos como um caso de mutualismo,
E de repente estava eu louco, perdido, sem realismo
Em um nível de amor desmedido, um amor em demasia.

E como tudo que se deixa fujir ao excesso padece,
Passei do mais brando amor ao maior pesar de dor,
Apertei a descarga e vi minha essência descer pelo cano.

Tinha eu em uma das mão o maior amor do mundo
E na outra todas as camadas mais intimas do meu ser
E sem equilibrar, deixei o amor me matar de engano.