terça-feira, 24 de setembro de 2013

Soneto - Foi a desodiar.

Meu tempo tornou-se farto
Após ser mendigo do ódio
Nunca prosperei desse quarto
Nem mesmo me atei ao episódio.

Não se travou ao menos pelejas
Em meus aos seus... oque sejas
Não tive resistência, me rendi
Esse foi o instante em que venci.

Me rendi não à derrota ao ódio
Mas ao esquecimento dele
Não havia significado próprio.

Inflaram-me inteiro o interior.
Foi um espasmo de só vazio
Vazio de tudo o que não é amor.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Soneto do Olhar

Aquele olhar da menina dos olhos
Iris verdes acompanha o belo riso
Quão afortunada é essa aliança
Superando limites a quimera da forma.

Tão perto da arquitetura perfeita!
Neles posso ver por dentro, o todo
É como não só ver a terra em diminuto
E sim toda a composição galáctea.

Porem seu defeito é imperdoável
A luz dos seus olhos não reflete
Não vê o iluminado que há dentro.

Afianço os meus olhos a você
assim quando houver um desalento
vai olhar para dentro, com meus olhos.











sábado, 31 de agosto de 2013

No fundo

Me perdi dentro de mim
Um holocausto no interior.
Haviam varias vozes
Todas vindas de dentro
Conversas, berros e gritos
Ensurdecendo-me de ilusões.

Não suportava mais aquilo
Parceiro nefasto de mim mesmo.
Jamais me deparei ao espelho
E agora que faço, me perdi.
Eram carroçar perdidas
Sendo eu o puxador delas.

Quando mais o abismo percorria
Mais via um estreito caixão
Que me aprisionava ao ambiente
Senti a dor da morte sem morrer
Senti como se me tirassem tudo
E do meu apego, não sobrasse nada.

Foi la no fundo que encontrei algo
Uma coisa perdida no escuro
E agora estava em minhas mãos.
Muito prazer semente do meu ser
Tenho agora sua  valiosa companhia
para compartilhar com todos o prazer.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Saudade do Amor

Essa angústia que me toma
Por que essa saudade?
Depois do êxtase de felicidade
Fica um profundo vazio.
Sua companhia me deixa completo
Por que insiste em ficar longe?
Se soubesse como isso machuca!
A ansiedade embaça minha retina
Com a sua luzente imagem
Todas as belezas como; a lua
A beira do rio, o museu natural
Todas vejo um você colateral.

Você é meu amigo, companheiro
você é a totalidade em mim.
é tao difícil estar longe
Já que sua essência esta em mim.

Meu pequeno coração transborda
Quando olho-te, e sem perceber
Acabo derramando seu liquido
E externalizo todo amor que sinto.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sonhador

O meu dormir é:

As vezes branco
As vezes radiante
E as vezes escuro.

Tem cheiro de jardim
Tem cheiro vazio
E tem cheiro de merda.

Tenho sonhos imemoráveis
Sonho com minhas paixões
E também tenho desilusões.

As vezes não o tenho
Ou esqueço que tive
Preocupado em acordar.

Estando dentro o alcanço
Estando dentro?
Estando dentro sem estar.

Sonho onde vou estar
Sonho onde estive
Sonho onde desconheço.

Agi pelo inconsciente
Atua pelo maquinário
Se torna pleno e consciente.

Dormir ou levantar
Meu sonho é minha vida
E minha vida é sonhar.

domingo, 30 de junho de 2013

Domingo de Chuva

Aos domingos chuvosos
meu edredom sorri
um sorriso besta
e encabulado
congelado para a foto.

A boca muda palavreia
não diz nenhum juízo
e quando diz
a mente voa
batendo o martelo
supondo quase nada.

Eu movo pelo espinhal
não pela Lua
que traz o vento transversal
não pela criança
que só existe o natural.

Eu movo pelo muro
eu olho pela fenda
eu sinto o cheiro da cor
que mistura os brancos
ando nas nuvens
e as escalo ladeira abaixo.

Faço pelo seu sorriso
sorriso de domingo chuvoso
de voz linda e luzente
que na verdade não escuto
passa, deixa o pólen e se esvai
com seu caminhar deslumbrante.

Faço pelo seu inteiro
pelos movimentos lunares
pelas danças da sua fala
por acreditar que é domingo
que logo cairá a chuva
e poderei sapatear nela
deitado balançando da rede.

sábado, 29 de junho de 2013

Na savana

Meu amor se perdeu na Africa
em meio aos animais selvagens
e um labirinto de arvores secas
quase não se via a luz do dia
quase não se podia caminhar
A sua sede era saciada em fezes de elefante
ou em cactos de vida em meio aos espinhos.

Seus jantares eram flores lindas
e seu almoço era caçado na savana
essa selvageria o engoliu garganta abaixo
teve que se juntar a tribo
teve que nadar nos rios secos
teve que gingar nos cipós
dormir em galhos  quebrados.

Caminhou sozinho na clareza vasta
em gestos suaves e lentos
seus passos eram de um felino
seus olhos de águia coruja
mas sua essência era de hiena.
Purificou um gnu na manada
migrou em muitas nuvens carregadas.

Derramou sua chuva que escorreu
matou sua volúpia e fluiu como um rio.
De baixo d'água não se foi
se transformou em um peixe
nadou na águas profundas
até achar a saída e voltar.

Nasceu ainda mais forte
trazendo sua selvageria
seus cantos tribais sua fome e sede
Voltou sem conceito, sem vergonha
Deixou tudo lá, e a unica coisa que
pode carregar com sigo e retornar
Foi a permanência do ser Amar.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Meu Lar

O meu corpo é a minha casa
Minha mente a sala de estar
Minha memória é o quintal
Meu intelecto é a fachada
Meu sentimento é a cozinha
Meu ego é o meu quarto
E minha alma é minha cama.
O meu ser é o silencio do meu sono
onde a liberdade do beija-flor
segue a beijar as flores.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Corpo de gelo I

Levo as ruas o meu corpo
De aspecto sólido e vítreo
Pelo tempo encostado ao Norte.
Lugar onde todos são "Eu"
Congelados pelas formas brancas.

Naquelas veredas as cegas,
A cada passo em direção padrão
Me formam pústulas apáticas
Que inseminam o viral pateta,
Tolo, infectado pela inercia emocional.

O ventríloquo do maestro "Ego"
Que encena ao lado das verberas
Com o nome de; criogenia viva.
Onde hibernamos no sarcófago da Terra
 Saindo por ai sem rumo feito Zumbi.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Falam de amor

Corre por ai em bocas corriqueiras
Que o tempo vence o amor
Será que o que sinto é maior?
Será que desconheço a palavra?

O que sinto não há derrota
É invencível, e nem o tempo
Foi capaz de desfalece-lo.
É... banalizaram a palavra amor!

Como vou dizer a alguém que a amo
Se nem sei se sabes o que digo...
Nem sei se cabe em palavras.

Só sei que me radio desse amor
Só em percebe-lo, em senti-lo...
Sólido guerreiro que sangra intacto.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Meu barco do amor

Você é meu barco meu amor
Nas inconstantes águas do mar
de ondas, tempestades e tremor

Onde pulo para aprender a nadar.

Nas profundezas escuras da solidão
Mergulho fundo na minha conexão.
Gritando seu nome, bolhas morrem
No caminho de submersão ao totem.

Queria tanto emergir meus sentimentos
Mas quanto mais fundo, mais cavo amor
E quando eclodir, surgirá uma erupção

Livre das admiráveis ilhas, do enjoo,
Das pobres necessidade terrenas
Fluindo na marola branda da navegação.



terça-feira, 23 de abril de 2013

A força da Palavra


A cada minuscula palavra beste
Que seus doces e sedutores lábios
Projetam em meus curiosos ouvidos
E esses logo erram mais ao pincelar
Um quadro criativo cheios de cores
Que causa um potente arrepio 
Em meu coração e então estremesse
Todo meu interior causando dor,
Uma dor mortal, me perfurando
Minando até atingir minha alma...
E entre momentos de lucidez
Percebo que ainda estou vivo.

Doador amostra

Foi a estreia dos sonhos
Ao letrar os sentimentos
Descobri o belo das fabulas,
A escrita, o encanto poético
Quando decidi ser só amor.

Porvir o esbelto da solidão 
Nessa nova exibição inócua
Liberto da pusilanimidade
Foram à epílogo os anseios
Já que os meios são interior.

Veio comigo minha essência 
Do abraçaço ao pertencido
Sem a culpa ou devolução
Com compromisso de doar

Doando encontro meu eu,
Meus vários eus, o efêmero. 
Eu sou a dadiva da vida 
Meus dotes são um brinde 
Um oferecimento a vocês.

Tenho o meu lado direito
Tenho o meu lado esquerdo
Frente e costa...me tenho... 
Dançando, dormindo, feliz, 
Sofrendo, em pleno êxtase
E fazendo o absoluto nada
Meu eu sem medo, amostra.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Você não faz parte de mim

Sou um pato que voou ao lago
Sou o beija-flor que beijou a rosa
Sou o leão que caçou a noite
Sou a arvore que nasceu da terra
Sou um ser parte de um corpo social.

Venho de muitos prédios de concreto

De formas quadradas e mal pintadas
Vasto em preto e branco sem mistura
Sem ousadia, na rotina mórbida
De maquinas direcionadas e tardias.

Não vejo os rios que trocam as águas

nas calmarias da lagoa cuspida em fúria
Como uma corrente de lavas vulcânicas
Mas sim um insistente autismo guiado
E as águas sovando nas rochas em vão.

Coagindo os cérebros brilhantes
Trucidando possibilidades diversas
Um modelo de exclusividade banal
E esse abismo é o nosso plano atual.

Passarei todos vocês por um portal
onde quem levantar um diferencial
Ira afiar o colorido da transcendência
descasulando um estado de aparência
E assim dominar sua própria essência.

- Tudo bem? - Tudo bem. Hã
- Obrigado. Qual o sentido da obrigação?
- Ah Desculpa. da onde vem essa culpa?
Acho que das conchas roubadas do mar.

Deveríamos passar mais tempo no mar
Quem sabe se identifica o desconhecido
Ou melhor, voltamos a conhecer o nascer
daquela semente perdida com o florescer

Assim, enfim! Ser o pato que cai no lago
Ser o beija-flor que beija o espinho
Ser o leão que caça de dia
Ser a arvore que nasce do concreto
Ser um ser parte de nós mesmo.

Não mais a marionete das oito e nove
O cuco que aponta a cada hora
O caranguejo que não faz ir à frente
A cigarra que canta a marcha fúnebre
Ou aquele que veste trajes factícios.

Hoje farei, serei então um pato
Um beija-flor, um leão, uma arvore...
Serei toda a existência da lua em mim
Não haverá chibata nas minhas costa
Nem mesmo alguém a falar por mim.

Serei um vento passante e inconstante
Serei eu em cada parte, cada célula,
Cada movimento vira do meu centro
Bem vindo ao real meu novo animal
Padrão social não faz mais parte de mim.


terça-feira, 19 de março de 2013

Resumo da Flor

Quando vemos uma linda flor
queremos arranca-la,
devorar seu cheiro
consumir a sua beleza.
Entretanto deve-se admira-la...
e deixa-la florescer...
e contemplar seu ciclo...
e não se tornar só um
resumo de uma bela flor
Mas sim ter seu cheiro
seu caule, sua raiz
e seu polem fundir ao ar
e enfeitar seu mundo.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Soneto do ser Mulher

Faz-me contemplar suas belas águas
Que vem da fonte e domou veredas
Via de tantas dores, e pesares, e tantas, e cinzas
Que hoje desfila poesia nas alamedas.

Observou as guerras com voraz atento
E venceu sem usar a força, sorrateira
Aprendeu na magoa do retiro em relento
A criar, muitas vezes só, uma nova brincadeira.

O ser mulher já tão sofrida, de tantas dores

Tão mais vivida, um tanto mais amadurecida
Que quando desfila desqueixa o outro ser

O ser mulher tão mais bela, de tantas cores,
Tão mais cheia de curva nas gravuras
Que Deus foi mais criativo ao conceber.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Minha Arvore Sublime

Sentava todos os dias de baixo de uma arvore para tomar um gole de sua sombra e respirar o seu frescor. Sempre me chamava a atenção algumas flores cheias de cores belas, tão formosas, destoante da maioria que eram todas verde e simples. Passava quase todo o tempo olhando-as, admirando-as, pensando: 
- como podem ser tão lindas? Como podem ter um desenho tão magnifico? Aquela beleza me deixava besta um bobo completo!

Um certo dia, uma dessas flores caiu na minha cabeça me deixando ainda mais fascinado,  levei-a comigo e coloquei ela em um lugar que poderia ver todos os dias... Fazendo isso pontualmente! Em poucos dias ela murchou, ficou tão normal que passei semanas sem olhar para ela, até que me desfiz.

Logo depois, fui novamente admirar as belas flores. E então lembrei da que caiu na minha cabeça tentando imaginar como faria para pegar outra e ela continuar tão bela como na arvore:
 - Como na arvore pensei! Comecei a olhar não só as flores mas também a arvore, descobrindo-a ainda mais bela, ficava imaginando a raiz debaixo da terra, o caule, os galhos até chegar as flores; fiquei ainda mais admirado, fascinado, passei a amar aquela arvore profundamente, passava horas fitando cada pequeno detalhe dela.

Decidi então plantar uma muda daquela arvore, agora todos os dias acordo abro a janela e a vejo, a sinto, sinto seu cheiro, a toco, nos tornamos um. Tão mais linda no completo que agora as flores tão belas, são só um lindo complemento para a magnitude formidável da minha arvore sublime..

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Final de Semana

Dias finais despertador do ser nós
onde o tempo doa sua joia aos pobres
onde o tempo matuto liberta o fomento
ócio, corpo e mente em uma só alma.

Dias finais desatador de cativeiros

Dias finais inspirador dos instinto
Dias finais do nada ser produtivo
Dias finais onde somos donos do tempo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Respiro

O antes não inteiro
O fim não sabido
O barulho da desordem
O feliz ingênuo silêncio.

Simplória inquietude
Do apenas sobreviver
Um vem e vai de vida
Que passa sem perceber.

Loucura do meu querer
Cheira a doce trapaça
A vida inteira que traça
Despido do maestro agora

Simples momento ato
Do fato sabor de tudo
Comendo um frasco de ar
Alivia o stress do mundo.

Gotas que molham

Ao sair de casa tinha chuva
Avancei nela a andar malandro
Não me caiu uma aguá.

Sorri e fui avante no assovio
aprontava nas poças onde
ondas Hawaianas figuravam
e só formigas atuavam.

Confetes se espalham
vindo das cascatas calhas
colidi com o anti chuva
flutua, e depois mistura na chuva.

Vejo alguém de longe
alguém que fala avido
e finjo não ouvir
e sem poder mais fingir
finjo agora que foi calmo.

Só então eu percebo que
como os confetes era eu.
Deitado no chão batendo o pé
e de gotas estava todo molhado

Soneto da Arte de Viver

Voem brando respiradores, pássaros da Arte,
Filhos da felicidade, gurus das mentes perdidas.
Levem seus frutos raros na mãos estendidas
E semeiem alegria à que o mundo se farte,

Dizei-lhes que os olhos ainda nascem,
E em erupções de sorriso e alegria,
Que o ar que flui ainda na inércia
Se percebido, a inocência despertem.

Todas as feridas que esteve marcado
Cure, sem a mente arrancar a casca,
E o futuro seja alcançado e não tentado.

Feche os olhos, inspire, expire deixe leve,
sinta cada vão momento, veja, escute,
deixe sempre vencer a Jay Gurudev.


Soneto do sonho


Hoje sonhei que passei a ama-lo,
Foi lindo! Os seus braços macios,
Os pés descalços e plumas no solo,
Flutuávamos no nosso amor de devaneios,

Na entonação de nossos olhares intimista.
No beijo acordei em imenso remorso            
Querendo dormir, sonhar, ser idealista,   
Deixar esse sonho acabar eu não posso!

Dormir de coração apressado é improvável,
Dormir de corpo agora e mente em você,
É me separar da  alma, da minha sombra.

Lavantei e fui poetizar... e pintar seu rosto.
Não podia dormir na ansiedade quimera
Preferi viver de olhos fechado e fazer a obra




segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Soneto do Amor em demasia


Aquela é a moça lembra? Que te contei certa vez,
Que passei a conhecer as duas faces do amor
Amando-a tanto, tanto... Que fez o amor se sobrepor,
Fez dos meus sentimentos uma cólera de insensatez

Primeiro estávamos plenos de mãos dadas um dia,
E em instantes eramos como um caso de mutualismo,
E de repente estava eu louco, perdido, sem realismo
Em um nível de amor desmedido, um amor em demasia.

E como tudo que se deixa fujir ao excesso padece,
Passei do mais brando amor ao maior pesar de dor,
Apertei a descarga e vi minha essência descer pelo cano.

Tinha eu em uma das mão o maior amor do mundo
E na outra todas as camadas mais intimas do meu ser
E sem equilibrar, deixei o amor me matar de engano.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Cura

Esse seu sorriso me embriaga
Me vicia, nunca irei me saciar.
Tão formoso os traços do rosto,
As linhas se esticando formando
A mais bela Monalisa que já vi...
E alem do ser belo ele contagia.
Das paisagens mundo mais lindas,
Seu sorriso sempre será vencedor.
Se eu cansasse do seu sorriso
é porque a beleza se extinguiu.

Esses seus olhos me hipnotizam
Me segam, me levam ao erro,
Me limita a tudo que possa ver.
Tão profundo ao se entregar
Que no côncavo alcança a alma.
Seus olhos te revelam, te mostram!
Um olhar nos olhos é intenso,
É espelho, é livre e profundo.
Se seus olhos não violar os meu
então quem se extinguirá sou eu

Esse seu amor me tira do carcere
Me liberta, me faz não querer nada,
Me faz estar no momento presente.
Tão intrínseco que traz só verdade,
Mesmo sendo a verdade sacrificada...
E um tanto irreal sendo imensurável.
Amor do belo passa, da casta não abala
Amor tem que vir de dentro, do divino.
Se meu amor não for mais o seu
Logo, um revés no mundo aconteceu.

Depois é tarde


É de instigar o riso
quando simples detalhes
que você sempre estimou,
mesmo eles sendo supérfluos
valendo uma bagatela da vida,
Passam a ser amadurecido,
estimado e ratificado pelo outro
somente depois que a volúpia,
ternura  e apego se extinguiram
De que adianta?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Oculto Saber

Acordo todos os dias sem prumo, perdido!
É só acordar e pronto! Dou com a cara na parede.
Não importa para onde eu vou, lá vem a parede!
Eu me encontro em um labirinto e não sei como sair,
só sei que no fim dele está a grande paixão.
Depois de muito tempo tentando adivinhar a saída
Fechei os olhos e caminhei. Ainda sim errôneo
Segui batendo algumas vezes com a cara na parde,
Mesmo assim mantive os olhos fechados e segui em frente.
Passado um tempo, tomou me uma vontade demasiada de sorrir,
Então abri os olhos e juntamento com o abrir dos olhos ouvi um sussurro:
- No fim haverá amor. E mais uma vez em desmedida burrice
sai feito um louco tentando adivinhar o caminho,
Levou um tempo até me desfalecer da burrice,
Fechar os olhos e seguir em frente... Foi o que fiz!
Porem quando abri os olhos não havia mais paredes
só um horizonte lindo para seguir em frente.
Foi ai que me dei conta que o caminho já estava em mim,
Não preciso adivinhar, procurar, desejar ou coisa alguma
é só deixar desabrochar tudo aquilo que já está em mim.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A procura

Para você que procura uma paixão.
não procure!
Abra sua alma e deixe a paixão entrar em você,
arder sua pele e acelerar seu coração
Curta o momento ao máximo,
e se da paixão florescer o amor,
mas novamente sem a procura
que floresça naturalmente.
Desfrute o máximo que puder e se tudo acabar.
Assopre a vela e agradeça por ter passado
pelas sensações mais belas da vida.
Agora desfrute do seu ser sem arrependimento
e então relaxa que a roda viva ira girar.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Amor Esquecido


Como podemos ser tão Ludicamente ligados
E tão intensamente distantes uns dos outros!
As noites que são banhadas pelas belas faces lua
Não alteram as retinas dos olhos para o Amor.
Quanta e quantas vezes cruzei sua visão viciada,
Recitei a mais bela poesia ao seu ouvido distraído,
Ou dancei como dançava Elvis em seu Rock´n roll

Mas o amor contudo continuará ser despercebido!
Não cantarolava mais os pássaros sobre apaixonados
Elogiando a bela que passa ou mirando olhar amado,
Não esperava mais o cheiro da primavera  amantes
Emprestando do jardim as flores um tando flertante
E assim, decifrar tímido o sabor da boca apaixonante.

Triunfa os trovões libidinosos caindo sobre as Noites
Dizendo te pego ou perdendo o amor para variedade,
Triunfa não mais o primeiro mais sim o segundo nome
Emprestando o seu status um tanto mais conquistante
E assim, obtém sedento o beijo da boca sem vergonha.

Há tantas, tantas invenções para aumentar o mundo,
Acho até que aumentamos o insatisfeito excesso
E esse até inventa o absurdo de que o amor é posse.
Já passou do tempo de recordar o Amor esquecido
Que é o mais feliz invento pelo homem já trazido.

As noites foram feitas para mais cedo nascer o dia,
A noite é a transcendência do Amor regado pela lua
Onde há paixão ou um descanso deleitado em concha.
Os dias foram feito para mais tarde satisfazer a noite
O dia é o despertar para o amor iluminado pelo sol
Onde se sorri, diz bom dia, faz o café e ao sair diz:
- Eu te Amo.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Apenas versos

Meus versos são apenas palavras
Que não puderam ser ditas,
São expressões não audíveis
Palavras que faltaram e se faladas,
São insignificantes, ociosas,
Sem valor, nada proveitosas.

Os meus versos são atitudes
Um corpo calado que diz tudo,
Um choro que apenas soluça,
Uma ventura que só ri
E chega a doer de tanto.
Uma partolândia que só se sente
Criando um paralelo da realidade.

Os meus versos são sonhos,
Vão momento que desligo, apago
E assim crio inúmeras historias,
Musicas, imagens, palavras, utopias
Que se transformam em versos,
Mas contrario ao sonho,
Morro no seu despertar.

Os meus versos são momentos,
Momentos com meus sonhos,
Com atitudes não atidas,
Com palavras não ditas,
Com verdades nada reais.

Momentos vários a cada leitura
Momentos que não sucede nada
E no paralelo são tudo
E no fim são apenas versos.




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Soneto ao Instinto



Quero fazer dos seus braços um labirinto
aonde me perca a nulos prumos
e meu olhar vislumbre vários rumos
e assim a razão esvaeca ao instinto

Quero fazer do seu corpo uma savana
aonde me torne um fatídico animal
e das bocas sedentas seja fatal
aquele desejo de te levar para cama

Quero fazer da cama um vulcão forte

onde nossos corpos juntos produza lava
tão quente que nos derreta a morte

Quero fazer que nossa morte repouse

enquanto nos absolve do ser racional
e desperte assim nosso animal e ouse!

Sorriso da Dama

Se colocou diante dos meus olhos um sorriso
Trazendo algo mágico, encantado e fascinante.
Enfeitiçou o tempo agora lento e silencioso
Soando apenas gargalhadas ao canto da Iara.
Enfeitiçou o espaço com uma neblina branca
Traçando uma unica visão direta ao sorriso.

E quando se esvaia as lembranças minhas
Daquele sorriso, nasce uma frase, uma cena,
Que branda enfeitiça também meus ouvidos
O sorriso, a cena, a frase há total equivalência!

E quando abrevia-se a distância dos sentidos
Consegue-se avistar ainda mais sua excelência.
Os passos, a voz, corpo e olhar eram sedutores
Enfeitiçava todos os meus sentidos ao êxtase,
Suas distrações e leveza forçam o meu sorriso
Sua celeste causa uma hipnose de leviandade,
Felicidade, sorriso, alegria e vibrações boas.

Vi que toda essa fantasia vem da Dama da Noite
Que deixa toda sua pureza fluir ao vento vagante
Levando um odor desnorteante ao ar constante
Feliz de quem passa próximo a Dama da noite
respirando o amor, a alegria e a leveza que
é exalado no ar por onde ela esteja passante.